X-mico: um clássico da família brasileira.

29 de dez de 2012



Quero só ver quem de vocês nunca comeu pão com banana. O pior é que provavelmente, um monte de gente não comeu, ai meu deus.
Pois olha, deveriam experimentar. Há um milhão de variações possíveis. Esse sanduíche da foto eu preparei com um pãozinho de milho macio que tinha comprado no mercado, uma camadinha fina de chimia de banana (a receita vai estar aí embaixo, é uma versão sem açúcar), queijo branco, e a dita cuja.

Como não tenho sanduicheira (aka tostex) nem chapa, tosto meus pães na frigideira grande. Coloco a frigideira vazia em fogo alto pra esquentar um pouco, e diminuo a temperatura na hora de pôr o pão. Tostei as duas fatias, dos dois lados, até ficar marrom claro e um pouco crocante.
Depois de fazer isso, passei uma camada fina de chimia de banana e uma das fatias de pão (redundante, eu sei. Mas é TÃO bom. Essa última fiz com baunilha - por isso as sementinhas pretas na foto - e gostei demais. Poderia ser requeijão, poderia ser manteiga, poderia até ser alguma geléia de fruta. Ou manteiga de amendoim. Ou... vocês pegaram a idéia, né?)
Cortei metade de uma banana madura em fatias finas no sentido do comprimento e organizei sobre o pão, depois coloquei uma fatia de queijo branco sem sal, fechei com o outro pão e tostei um pouco mais de cada lado.
E pronto, esse café da manhã deixou meu dia mais feliz.

Agora, como fazer a chimia. Olha, já adianto que preparei uma vez com banana e outra com maçã. Funciona igual pras duas e fica ó-te-ma.

10 bananas maduras OU 6 maçãs grandes
Sumo de 1 limão + água até completar 1/4 de xícara
3 colheres de sopa de óleo de coco ou manteiga (ou 1 colher de sopa de óleo de canola)
1/2 colher de chá de sal
Os temperos opcionais são: algumas raspas de noz moscada, canela em pó, cravo da índia, gengibre... No caso da chimia de banana, usei apenas baunilha, direto da fava.
(Medida da xícara: 240ml)

Juntei todos os outros ingredientes em um recipiente refratário e misturei bem, depois abri a fava de baunilha no sentido do comprimento e raspei as sementes pra fora com uma faca. Misturei bem as sementes com o restante dos ingredientes (lembra da foto do começo do post? Aquela das rodelas de banana com pontinhos pretos? Pois então, os pontos são as sementes de baunilha) e cobri com papel manteiga, deixando assar por mais ou menos 50 minutos em forno médio-baixo.
A idéia é que a fruta solte sua doçura natural e fique maciazinha.
Depois de apagar o fogo deixei a mistura de banana amornar, em seguida processei no liquificador todo o conteúdo do refratário até transformar em uma pasta.
Transferi para um pote de vidro e guardei em geladeira.


A minha chimia de banana existiu na geladeira por um mês, e esteve boa por todo esse tempo. Talvez dure até mais, mas aí não sei dizer.
Sempre é bom olhar a comida com atenção, e cheirar, caso fique guardada tempo demais.

Rende 400ml de chimia.

4 comentários:

Marmita disse...

Que perfeição, eu adoro banana por isso acho que ia adorar algo assim! beijos e um bom ano pra ti!

Flora. disse...

Obrigada, Marmita! Bom ano pra ti também.
Qualquer hora dessas, faça uma versão do sanduíche no café da manhã pra ver como alegra o dia :)

Julia Back disse...

cara, isso é fino. dizem que esse era o sanduíche preferido do Elvis!
(só que era frito dos dois lados, em manteiga)

Flora. disse...

Uau, Julia. Nunca imaginei o Elvis assim, gente como a gente. haha
Mais um ponto pro sanduichinho nosso de cada dia.

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